terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Amarelodor

Nâo queria ter finalizado 2011 sem nada escrito, mas assim foi.
Num ano em que fui ao céu e ao inferno e de novo ao planeta terra. Enfim, acabou bem. Engraçado que depois de 6 meses ainda não veio a tal saudade dos tempos de escola...ainda sim a gente sempre arranja um jeito de voltar a estudar.

E como matutâncias caipiras não me veem com tanta frequência ultimamente, nem por isso a breguice desiste de se achegar.

Amarelodor

Se alguem espremer
E a nuvem aos prantos quedar
Há que se ver que nem tudo é
Azul

Como o mar

Do leste se o sol não vier
Pra brilhar
Há que se ter esperança e óculos.

Pra enxegar

Que detraz do fundo cinza das nimbus
No miolo da máquina de pesquisa
Por baixo do tapete velho da sala
No canto da cortina da casa abandonada
Nas entrelinhas do texto tremido da vida

Esta lá.
Esta lá.

O que não deixa de ser.
O que não deixa de se haver.
Cheiro amarelo de rir.
Mato molhado cor de bandeira.

E o trem da natureza rebocando tudo.
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10/01/2012 - 00:52

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