Meu ser é de distâncias
Ou aqui ou lá longe.
Nem num sei porque
Confesso, assim fico
qual criança defronte brinquedo de muito gosto
Num sei porque
Mundos outros me chamam em sonhos
Há sempre um mato que me vira p'atrás
Há agora um Horizonte também
Belo
Inda sim, minh'alma é de lonjura
Distante vivo aqui
Decerto... perto serei ao lá?
Com o Mestre Guima
Sonhava ter parecência
Nada tenho (ouso não)
Afora esse arremedo de sotaque de escrita.
Mas há um pequeno, riobáldico fato:
O De travessar sempre
Coisas e rios e tempos
E no meio nem num ver...
Travessando hei-me
Pero now
Vigiante de cheiros,
verdes sons e fortes gestos
De tudo que defronte me passar.
Atento agora sobremais
Que nunca.
G.B
10a12-03/2013
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terça-feira, 12 de março de 2013
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Geração

E a vida pede pra continuar. Ela implora por isso. Um dias
me perguntando se todas as lutas foram em vão, e agora uma janelinha parece se abrir, sem pausas e bem devagar. O que encarei como derrota agora simplesmente aceito como fatos, talvez herdeiros de algum nexo numa tal teia do destino.
Até quis fazer uma escritura, um inventário de dons e lições, pelo que serei por sempre grato à uns dois, que agora gozam seu prêmio, num lugar indubitavelmente melhor. Desisti.
Reverências:
Ao lado matuto, de que tanto tenho orgulho, e do qual meu estandarte ainda está lá fincado no peito. À dona Olímpia.
Ao lado palhaço e generoso, que espero adquirir em doses cada vez maiores. Ao senhor Joaquim Borges.
Parece que o doutor tempo grita pela próxima geração. Esta, ainda relutante, finge não saber da obrigação de começar a tecer teias tão nobres quanto aquelas que agora se deitam sob o verniz protetor das lembranças.
Shalom Aleichem, senhor e senhora.
EDIT(27/01/2009 00:10)--- Estava acabando de fazer comentario em blog alheio e corri pra cá. É Coldplay tocando Fix You, nesse momento . Desta vez eu vi muito mais sentido (na música) do que na soma das restantes.
por G. Borges
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Dá Licensa de contar

Um "ídAlo" não precisa maneiras elegantes, fala nobre rebuscada, trejeitos socialmente aceitáveis...etc. Não mesmo.
Sêo Adoniran fala num tempo quando a família era um grupo de pessoas que tinham laços de convivência contínua e leal, quando ''fusíl'' era só um jeito errado de falar da pecinha que corta a energia elétrica de algum aparelho ou casa, de um tempo quando o samba era a coisa caseira, butecal.
Vão dizer que sou mais um saudosista de tempo em que não vivi, vão dizer que no fim é tudo cliché, sei la mais o quê.
Mas no fim, a simplicidade sincera é algo que não fascina só o matuto que aqui escreve. Não há como negar que ela destroi umas certas armaduras que as pessoas vestem pra enfrentar as convenções sociais. E la pelas tantas, no auge dum batuque, lá vai a linda patrícia mexendo os quadris inconscientemente, e o Sr. Dotôr tamborilando os dedos na mesa.
"O mundo é um trem bão demais. O homem é que estraga tudo" (Joaquim Borges)
" Lá no morro quando a luz da light pífa
A gente apela pra vela, que alumeia também (quando
tem)
Se não tem não faz mal
A gente samba no escuro
Que é muito mais legal (e é natural)
Quando isso acontece
Há um grito de alegria
A torcida é grande pra luz voltar
Só no outro dia
Mas o dono da casa
Estranhando a demora e achando impossível
Desconfia logo que alguém passou a mão no fuzíl
No relógio da luz "
(A Luz Da Light - Adoniran Barbosa)
por G. Borges
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