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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Pobres rimas sem saída


Viu a porta aberta sem saber outros lados
Sentiu corda tesa a vibrar outros fados
Ruiu, morta, a caneta de tecer desagrados
Sorriu sem rima sem som sem vírgulas.

(GB)
01/02/2014
18:23



DWEJRA TOWER - ILHA DE GOZO - MALTA (ABRIL DE 2013) / (Agora, pra cada jequisse, uma foto) 
FOTO: GILVAN BORGES














segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Dá Licensa de contar



Um "ídAlo" não precisa maneiras elegantes, fala nobre rebuscada, trejeitos socialmente aceitáveis...etc. Não mesmo.
Sêo Adoniran fala num tempo quando a família era um grupo de pessoas que tinham laços de convivência contínua e leal, quando ''fusíl'' era só um jeito errado de falar da pecinha que corta a energia elétrica de algum aparelho ou casa, de um tempo quando o samba era a coisa caseira, butecal.
Vão dizer que sou mais um saudosista de tempo em que não vivi, vão dizer que no fim é tudo cliché, sei la mais o quê.

Mas no fim, a simplicidade sincera é algo que não fascina só o matuto que aqui escreve. Não há como negar que ela destroi umas certas armaduras que as pessoas vestem pra enfrentar as convenções sociais. E la pelas tantas, no auge dum batuque, lá vai a linda patrícia mexendo os quadris inconscientemente, e o Sr. Dotôr tamborilando os dedos na mesa.


"O mundo é um trem bão demais. O homem é que estraga tudo" (Joaquim Borges)

" Lá no morro quando a luz da light pífa
A gente apela pra vela, que alumeia também (quando
tem)
Se não tem não faz mal
A gente samba no escuro
Que é muito mais legal (e é natural)

Quando isso acontece
Há um grito de alegria
A torcida é grande pra luz voltar
Só no outro dia
Mas o dono da casa
Estranhando a demora e achando impossível
Desconfia logo que alguém passou a mão no fuzíl
No relógio da luz
"
(A Luz Da Light - Adoniran Barbosa)

por G. Borges