domingo, 23 de maio de 2010

Equilíbrio Instável


Incauto incerto e perene

Trôpego trepidante retilíneo

Viajante vago e sóbrio

Reerguido céu de ocaso


Arauto do silêncio em sol maior

Sustido atém-se desamparado

Ascende encosta abaixo


Pentagrama de fótons apagados.


Certeza de (um) ser único.


GB

maio 2010


4 comentários:

Taísa disse...

Apesar de meu tempo ser escassíssimo, é sempre bom passar aqui e ver que a qualidade dos poemas nunca diminui.

Abraço.

Gabriella disse...

Ainda mais depois que te conheci, eu tive a certeza de que ser "um ser único" é muito ruim!

O gostoso é a gente saber se dividir. Mesmo sendo único.

Beijo,
minha metade.

borges disse...

Não vejo no que uma coisa impede a outra, mãs, como diria o Dotô Rosa:

"Pão ou Pães, é questão de opinães".

Beijo,
minimetade preferida.

Gabriella disse...

E como diria a Dotôra Minimoça:

"A gente é um biscoito trakinas. Duas bolachas unidas por um recheio gostoso chamado amor."

Cuidado que eu mordo.

Beijo,
minha melhor parte. (a que vem com mais recheio e que a gente passa o dente pra tirar hahahaha) nhack