quarta-feira, 8 de julho de 2009

A represa

Mais 48horas, só mais 48horas e me vejo livre e pronto pra curtir minhas semi-férias.
Um semestre de faculdade às vezes me custa 1 ano de vida...Mecânica dos fluidos, resistencia dos materiais, bioengenharia...quanta coisa bonita num só ano. Mais duas materiaszinhas e aquele trabalhinho acoxambrado de fim de semestre, dai corro pra cerva mais próxima.
Detalhe pra tópico da ultima matéria da ultima e mais fodelante prova do semestre, a de amanhã: "Trabalho Virtual". E eu que sempre quis algo assim...

Curiosamente, um fim de semana lotado de farras amigais me fará recuperar esse tempo perdido. Espero.

Proveitando que a bregueza não me abandonou, mais uma do mês retrasado me sai por aqui.


A Represa

Ela ali nadou
me danou a paz todinha
fingiu que nada tinha
a ver com isso tudo

do rio desenxerguei
das margens velhacas
mais não sei

rio que não acaba
desenxerga-se dele

ela ali nadou
de soslaio olhou danada
danou-me o mundo
numa olhada
só.

Vagamunda.
vaga a mente
vã demente
displicente
chuva de letras
palavras tontas de nexo
perplexei-me dali
choveu sem meio
sem começo
definhei

hein?


G. Borges

sábado, 4 de julho de 2009

Seção Ói de Peroba Extra-Plus Advanced.


Douze dúvidas.


Das vozes q'eu escuto ali

nenhum zumzum de tino

é tudo nebulosamente

cabulouso


halegrias estranhas hesistem?

se joleza há , nada devia me estranhar

mas do medo eu nem falo.

bem quis...

bem quis

tudo muito perigouso é,

às vêz.


ah!! Dotô Paulo, O de Tarso,

pros coríntios cê disse bonito:

"Quando menino,

falava como menino..."

Me falta a continuança

que na travessia é que parei.

É tanto mar!


G. Borges

terça-feira, 30 de junho de 2009

Desgovêrno II


Desgovêrno II


nem num sei pronde me leva
o sonho estacionado ali na esquina
da janela acho que escuto
cadim da música dela

vão nenhum eu deixava
minha carruagem atulhava
de coisa minha propriamente
que nem espremido cabia
suspiro sequer de lua alheia

espaço que hoje sobra
um lado que vi vago
ali
esquerdamente no peito
grandezim me enxergo
nobreza formada de supetão
nobreza-zã.

num exercício de paciência
palermo que sempre fui
esquento a água até ver as bolhas
entorno café pelo centro
devagar...

rapidez me entontece,
tem vez.


G. Borges

segunda-feira, 29 de junho de 2009

DESGOVERNO I


Bom, com meu ói de peroba em mãos, decidi tirar unas escrituras

guardadas no armário (entenda-se, oneNote, bichim bom esse).
Segue uma.

Desgoverno I


Sonho o tempo todo

pequenos sonhos sem rumo

sonhos grandes intercalados

é um trêm desgovernado


nem num sei donde ela vem

a música

nem não ouvi nada

antes dela

queria desejos úteis

sonhos retos

mas quando penso que não

cego me vejo.


meu ego é tamanho!

às vezes

noutras nem tanto

desconverso



Por G. Borges

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Erroso


E
u, cá insistirei no erro
cometerei renitente
a asna burrice

nem é por escolha errar
ah bão!
menos é que seria
medo mór de falhar

eia pois
na livreza d'exprimentar
sigo errante-miúdo ser
agigantado por dentro
numa bola de lições
cada errança, uma camada.

eu cá, insistentemente errarei
calarei um cadim essa frieza cabeçal
trupicarei em ti, como fiz antes
como farei de novo.
Artes de curandeirisse sempre acho
conserto as feridas sobre a pele nova,
grossa que só vendo.
e calejarei-me depois do ralado.
Vergonha acho que nunca nem tive.

(15/06/2009 - 00:20)

quarta-feira, 10 de junho de 2009

MATA-MOSCAS!!!

Sai pra lá moscaiada!!

Confesso que depois do tempo de bateladas de prova, o que faltou
foi o ânimo, e um pouco da semvergonhice natural que me permite
escrever as bobagens de sempre.

Feriadão:
Mãe, to chegando ai na terrinha, me aguarde!! Quem sabe não recupero meu óleo de peroba.

bju do chico, o bento.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O Escrito do já Dito




FeedBack Song for a dying Friend [2x]


Madness and lonelyness

you're telling me about

my friend

and is all buried inside you


And quite more

I would've told to you

'bout that tough fake resemblance

'bout your untrue pose


could not be more explicit (it)

as an announcement

of a real

weak soul portrait.


And of an martial art

hidden place you've made

of a simulate deep voice

as long as you succeded


I'm pretending

Not to feel sorry for you.

I'm pretending

Not to feel darker as you.


I'm not a good player.


(G. Borges)

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Fruta que partiu! (Jequês Lessons II)

Bão,

Depois de tanta bobagem acumulada num só vídeo, segue
a sequência do causo do lambisame.

" Ah nem, creim deus paidi..."

"E o bebado:
- Ué, comé cocê chama?
- Eu, sou seu pió pesadelo, a soma das 7 praga do egito,
muito pior que o cão chupano manga.
- Minha sograa de deus, isso é hora de ficar no mei da rua...
"

LAMBISAME 2 - O RETORNO

Tinha tanto tempo que eu não ouvia um rocês tão autêntico, que
a tal saga do lambisame me deu uns bons dias de risadas idiotas
pela rua afora, era só lembrar dum "cê besta trem!", e o jeca aqui
passava por doido na rua, rindo a toa.

Curuz.

sábado, 18 de abril de 2009

Jequês Lessons parte I (CORREÇÃO)

.
Depois que recuperei o fôlego após ver o vídeo pela primeira vez, passei a acompanhar as notícias desse caboclo, o Zé das Quantas, meu quase-conterrâneo, radicado em Curvelo, terra que fica na região da Grande Três Marias(a minha metrópole natal).

Enfim, eis o primeiro vídeo da saga do Lambisame. Espero que venham muitos.

Assista sentado, e com um copo com água ao lado, de preferência.

O SOMBRIO CASO DO LAMBISAME


quinta-feira, 16 de abril de 2009

O céu de cá, não pipoca como lá.



Porque há ali o velho cheiro de folhas,
terra molhada,
de carona na brisa morna da dona Noite.
Noite adentro há um céu negro.
Céu negro adentro há um fundo Branco,

Vislumbrado só pelos furos: zentilhões deles.
Os seres dessas bandas cá chamam-nos de Estrelas.

O Branco fundo tem nomes, nomão.
DELE, não gasto falácias.
Nem nada sei.

DELE, que no miúdo de tudo se mistura..."

(Achados da Palha Seca- G.B.)

quarta-feira, 1 de abril de 2009

DEFINIÇÃO.

 
Ponte sobre o Rio São Francisco, em Três Marias, MG (água natal) 

Dizia: 
Porque metade é silêncio
Outra metade é bubiça
Um terço é jequisse 
Outros dois, matutâncias

Ess'alma nem não vendo 
preço nenhum não paga
Aceite social, senso comum... Nonada
Eu sou é um,
Meu Eu anticarismático é 'invendível'. 

Dizia, não digo mais.
Eu era é um.
Hoje, quero só ser.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Dori me

Abismo

Crie a chuva morna
Películalmente pelo chão
Frio
de só

Congelá-lo não permitas
Esse tão solo
Frio
de dar dó

Bem sabes, como eu
Do vulto e do boato
Do sussurro
Do segredo

Do Mal do Século

Anti-mal sejas
Clichémente faças
A parte óbvia:

Aquecer a boa água
Fazê-la cair
Gotas e nuvens

Surjam de todo lado
Lateralmente
Verticalmente
Interiormente

O Mal do Século:
É o resfriamento global.

(23/03/09 - 00:29)