sábado, 18 de abril de 2009
Jequês Lessons parte I (CORREÇÃO)
Depois que recuperei o fôlego após ver o vídeo pela primeira vez, passei a acompanhar as notícias desse caboclo, o Zé das Quantas, meu quase-conterrâneo, radicado em Curvelo, terra que fica na região da Grande Três Marias(a minha metrópole natal).
Enfim, eis o primeiro vídeo da saga do Lambisame. Espero que venham muitos.
Assista sentado, e com um copo com água ao lado, de preferência.
O SOMBRIO CASO DO LAMBISAME
quinta-feira, 16 de abril de 2009
O céu de cá, não pipoca como lá.
Porque há ali o velho cheiro de folhas,
terra molhada,
de carona na brisa morna da dona Noite.
Noite adentro há um céu negro.
Céu negro adentro há um fundo Branco,
Vislumbrado só pelos furos: zentilhões deles.
Os seres dessas bandas cá chamam-nos de Estrelas.
O Branco fundo tem nomes, nomão.
DELE, não gasto falácias.
Nem nada sei.
DELE, que no miúdo de tudo se mistura..."
(Achados da Palha Seca- G.B.)
quarta-feira, 1 de abril de 2009
DEFINIÇÃO.
segunda-feira, 23 de março de 2009
Dori me
Películalmente pelo chão
Frio
de só
Congelá-lo não permitas
Esse tão solo
Frio
de dar dó
Bem sabes, como eu
Do vulto e do boato
Do sussurro
Do segredo
Do Mal do Século
Anti-mal sejas
Clichémente faças
A parte óbvia:
Aquecer a boa água
Fazê-la cair
Gotas e nuvens
Surjam de todo lado
Lateralmente
Verticalmente
Interiormente
O Mal do Século:
É o resfriamento global.
(23/03/09 - 00:29)
sexta-feira, 20 de março de 2009
Alí eu me perco,
N'Um trecho sem nexo
N'Ela pura em pêlo
Alí desconverso
Disparo sem alvo
É mais um querer achar
Um sem-rumo no mato
Procurar um não-sei-o-que.
Nela eu me acharei (hei?)
Nem eu sei
Se virá
Longolisos pêlos pretos
Vereda puro breu.
Onde semi se vê
Quasenxerga
Não a lí.
Mas quem lerá?
Alí quem chegará?
(20/03/09 - 02:42)
quinta-feira, 12 de março de 2009
DES-VERDADES.
DES-VERDADES
Se por ocaso dentro de ti
parte boa ainda houver
mesmo morta por covardes
e pequenas mentiras
use-a de novo, ali
se algum gosto lhe couber.
Que d'eu mesmo
bem sei no breu regenerar
Minha ferida honesta é
De juiz-dotô nada me apeteço
Nem guardo o de falar
Sobreponho apenas minha pena
Por tuas tã pequenas
Desnecessárias desverdades.
Desnascidas deveriam-de.
G. Borges
DAS MAIORES PEQUENEZAS
O cheiro da Terra.
Eu queria empacotar o cheiro da Terrinha, de terra molhada com ervas ou coisa assim - que vem pela janela aberta de madrugada . O cheiro do pomar da casa vizinha que me acorda nas manhãs de sol forte. A visão panorâmica da mini cidade. No fim de cada dia eu queria montar uma rede em frente ao Lago, assitir o por do sol detrás das pequenas serras que o rodeiam, ouvindo música legal, matutando a vida e sentindo o cheiro...o cheiro, e nesse momento tentaria empacotá-lo novamente.
Não era intenção continuar falando da minha roça, mas é que faltou falar melhormente dumas minúncias, como o cheiro. É claro que uma parte não menos importante são os mimos da 'véia'. Se eu viajasse de olhos vendados, saberia que estava chegando em casa, só pelo cheiro do pão de queijo que estava à espera. Mal entrei, abro a geladeira pra beber água dou-me de cara com tantas guloseimas que fico parado um instante, pensando num plano para aliviar a máquina de todo aquele fardo. Ao fim de três dias, já tinha em meu currículo tantos quitutes que ficava ansioso para ver o que rolava no dia seguinte.
Óbvio que para gastar tantas calorias, praticar esportes era urgente. E assim o alterocopismo noturno era complementado com a sinuca butecal nas tardes.
Como se diz por ai(aqui): ÊEE mundão, caba não!!
G. Borges
domingo, 8 de março de 2009
DO INÍCIO.
Antes de tudo, um feliz ano novo à todos, apesar de que o reveillion (entenda-se carnaval) já foi há mais de duas semanas.
Bastou aquela semana (eu fiz a quinta e a sexta-feira de cinzas) na pequena Três Marias, para lavar da alma a sujeira impregnada dos ultimos tempos.
Pouco antes da viajem, o arrependimento de quebrar o ciclo de carnavais na maravilhosa Diamantina já se apossava da pessoa jecal, mas, ao primeiro olhar na paisagem, as nuvens se foram e aquela paz preencheu o recipiente do ser que vos escreve.
É um lugar que para muitos seria insosso. Pequena, com suas 30 miles pessoas, sem shopping center, grandes casas noturnas, grandes cafés e livrarias, enfim. Mas um bom matuto só abastece sua bateria no lugar em que ela foi forjada, e assim, geralmente não fico mais do que 1 ou 2 meses sem retornar.
Muitas são as visões daquele lugar, e os mais jovens que lá habitam tendem a rejeitá-la por não pertencer(a cidade) mais ao mundo ultrasônico que nos arrebanha como gado de corte. Mas a minha visão do local é típica de um filho coruja, e só penso na bela e enorme represa, nas cachoeiras, nas pessoas que se cumprimentam ao se cruzarem nas ruas. Lançando mão do "Opa, cê tá bão/boa/beleza?" ou os simples "bom dia/tarde" ou só " Dia/Tarde".
Penso na minha geração de antigos amigos, que sempre retorna nas mesmas épocas, nos singelos programas que só se fazem naquele microcosmo: festa na Taberna do Lago, samba no Hotel (na beira do Lago), a sinuquinha cervejal nos butecos, as rodinhas de violão, o 'churras na casa de fulano', o 'bora nadar na represa?', ou o ápice do ano: A fatídica micareta "Carnamarias" que, nesse caso além de ser o marco da reunião de todas as turmas de egressos da terrinha, é de fato um rebuliço na cidadela, que com grande dificuldade consegue abrigo para todos os turístas. Nesses 3 ou 4 dias, tudo fica pra trás, até mesmo as minhas ressalvas ao axé-music, ao pagode e ao funk, já que são esses os responsáveis pela energia quase palpável que envolvem o trajeto atrás do trio nas estreitas ruas trimarienses.
Enfim, volta-se feliz, e pronto pras batalhas na verdadeira selva.
por G. Borges
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Geração

E a vida pede pra continuar. Ela implora por isso. Um dias
me perguntando se todas as lutas foram em vão, e agora uma janelinha parece se abrir, sem pausas e bem devagar. O que encarei como derrota agora simplesmente aceito como fatos, talvez herdeiros de algum nexo numa tal teia do destino.
Até quis fazer uma escritura, um inventário de dons e lições, pelo que serei por sempre grato à uns dois, que agora gozam seu prêmio, num lugar indubitavelmente melhor. Desisti.
Reverências:
Ao lado matuto, de que tanto tenho orgulho, e do qual meu estandarte ainda está lá fincado no peito. À dona Olímpia.
Ao lado palhaço e generoso, que espero adquirir em doses cada vez maiores. Ao senhor Joaquim Borges.
Parece que o doutor tempo grita pela próxima geração. Esta, ainda relutante, finge não saber da obrigação de começar a tecer teias tão nobres quanto aquelas que agora se deitam sob o verniz protetor das lembranças.
Shalom Aleichem, senhor e senhora.
EDIT(27/01/2009 00:10)--- Estava acabando de fazer comentario em blog alheio e corri pra cá. É Coldplay tocando Fix You, nesse momento . Desta vez eu vi muito mais sentido (na música) do que na soma das restantes.
por G. Borges
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Assim sendo, mesmo com as vontades de prosear atoamente por aqui, vou reservar minha energia pra luta.
Ah, como as notícias estão pipocando de uma só vez, vale ver um oásis de lucidez, sobre a questã dos sofridos palestinos:
As Bombas de Israel (post bastante esclarecedor, eu totalmente recomendo).
Desejo sim, um ano de força, coragem, inovação e saúde pra nosotros.
té.
domingo, 21 de dezembro de 2008

Por um momento, já no quase-fim,
pensei: fosse chover quando terminasse
e ele se livrasse das correntes de plástico.
Inocência minha, pensar que tanta alegria
virasse choro apenas por se desprender desse mundo.
com gotas d'água vindo não sei de onde
Ali eu ri pensante: "-Chuva doida, artes estranhas."
Sim, meu velho, eu (só) ri de tudo que me disse.
Pela honra: Um o lugar ao teu ombro
Lanças e escudos na trincheira
Cento e trinta e três sóis
sem pestanejar, lutamos cabis-altos
Que depois do fim
Ou começo
Quando, às 9 da matina,
fazia um arco íris.
Pelas aulas, obrigado.
A Joaquim Borges, mestre-vô, mestre-de-vôos.
G. Borges.
domingo, 14 de dezembro de 2008
Semi-discurso à Mineiridade

Antes da ausência desta pessoa, algumas matutações já se haviam
acumulado em meu PC. De forma que acho melhor lançá-las aqui, aproveitando a falta de inspiração e tempo dos últimos dias (ao menos a parte do tempo se resolve logo, espero).
Vivi nesse ano, mais que em todos os outros. E nos últimos 30dias, mais que em todo o ano. Há uma pequena homenagem a ser postada em breve, e um mini relatório também. Mas antes, relembro a razão de ser, desse lugar aqui.
Segue algo feito pouco após as eleições:
Bão, falando das Minas, um comentário recente de uma nobre frequentadora desse blog, me fez matutar. ''...tanto nacionalismo", disse Taísa, ao se referir ao apego dos mineiros com a própria terra (Post sobre o Reuni). E não é que as coisas podem ser olhadas dessa forma?
Aliás, escreveria mais pra-frentemente, dizendo que talvez fosse
um mundialismo ou globalismo (dá pra entender o que quero dizer né?)
É que, mais do que um país-zinho a parte, há um mundo aqui,
dumas tradições, dum otimismo desconfiado, dum orgulho levemente ufanista, mas o melhor: Um mundo de gente aderida ao cenário - Essas serras gastadas, os campos gerais, ou mesmo a capital cheia dos cantinhos verdes-. O respeito é implícito, vem do olhar, e a hospitalidade é algo como que sagrado. A força interna de cada um, não é exposta aos quatro ventos, e essa ânsia por auto-afirmação no mundo de agora, me parece ser menos evidente por estas bandas.
Foram umas pensadas desse tipo me levaram ao primeiro textim desse trem-blog, criado como um remédio virtual para problemas extremamente reais, problemas de travessias. (vide Pecado Capiau)
Foi um post-homenagem a dois seres (Dotô Rosa e Senhor Manuelzão) pelo reforço e respeito que os mesmos proporcionaram a uma parte mais interna do mundo mineiro, aquela parte que chega na capital de vez em quando, sempre desconfiada desse povo que não olha nos olhos.
18-11-2008
Por G. Borges

